Ausência da família durante as férias
Quando os familiares vão de férias, a pessoa idosa pode passar mais tempo sozinha. Para quem já tem uma rede social reduzida, esta ausência pode ser particularmente sentida.
O verão pode ser uma época desafiante para algumas pessoas idosas, especialmente quando há isolamento, alterações nas rotinas ou ausência temporária da família. Neste artigo, explicamos porque é importante distinguir tristeza passageira de depressão, quais os sinais a que deve estar atento e como o apoio adequado pode fazer a diferença.
O verão é habitualmente associado a férias, encontros familiares, dias mais longos e momentos passados ao ar livre. Mas, para algumas pessoas idosas, esta época pode trazer sentimentos muito diferentes.
A ausência temporária dos familiares, a alteração das rotinas, o isolamento ou a dificuldade em participar em determinadas atividades podem tornar esta estação particularmente desafiante.
É importante, no entanto, distinguir tristeza passageira de depressão. A depressão não é uma consequência normal do envelhecimento e é uma condição de saúde que pode afetar o humor, o interesse pelas atividades, o sono, o apetite, a energia e até a capacidade de realizar tarefas do dia a dia.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 15% das pessoas com 70 ou mais anos vivem com algum tipo de perturbação mental, sendo a depressão e a ansiedade algumas das condições mais frequentes.
A OMS destaca ainda a solidão e o isolamento social como importantes fatores de risco para a saúde mental na velhice. Reconhecer os sinais atempadamente pode facilitar a procura de ajuda e evitar que o sofrimento se prolongue.
O verão não causa, por si só, depressão. No entanto, algumas circunstâncias que ocorrem nesta época podem agravar situações de isolamento ou vulnerabilidade emocional.
A ausência da família, a alteração das rotinas, a redução do convívio e a solidão podem tornar esta estação mais exigente para algumas pessoas idosas.
Quando os familiares vão de férias, a pessoa idosa pode passar mais tempo sozinha. Para quem já tem uma rede social reduzida, esta ausência pode ser particularmente sentida.
Horários diferentes, menos visitas, mudanças nas atividades habituais ou interrupção de determinadas rotinas podem afetar algumas pessoas idosas.
O calor intenso pode limitar os passeios e atividades ao exterior, sobretudo entre idosos com mobilidade reduzida ou problemas de saúde. O resultado pode ser mais tempo passado sozinho em casa.
Nem sempre estar sozinho significa sentir-se só. Contudo, quando a pessoa deixa de ter contacto regular com familiares, amigos ou cuidadores, pode existir maior risco de isolamento.
A companhia regular é uma das dimensões importantes do apoio domiciliário. Um cuidador pode ajudar a colmatar períodos de ausência familiar, proporcionando presença, acompanhamento e maior estabilidade na rotina.
A depressão nos idosos nem sempre se manifesta através de tristeza evidente. Este é um dos motivos pelos quais pode passar despercebida.
Segundo o National Institute on Aging (NIA), podem demonstrar falta de interesse, apatia, cansaço ou menor vontade de falar sobre aquilo que sentem.
A falta de interesse por atividades anteriormente apreciadas pode ser um dos sinais de alerta a observar.
O papel do cuidador não é diagnosticar depressão, mas observar, acompanhar e comunicar à família qualquer mudança relevante. Quando existem sinais persistentes, deve ser procurada avaliação junto de um profissional de saúde.
Para muitas famílias, acompanhar diariamente todas estas alterações nem sempre é possível. O trabalho, a distância ou outras responsabilidades podem dificultar uma presença constante, sobretudo quando o idoso vive sozinho ou apresenta mobilidade reduzida.
É neste contexto que o apoio domiciliário a idosos pode assumir um papel importante na prevenção de problemas de saúde nos idosos.
Lembramos a pessoa de beber água regularmente, ajudando a manter a hidratação integrada na rotina diária.
Acompanhamos as refeições e ajudamos a garantir uma alimentação adequada, ajustada às necessidades, preferências e rotinas da pessoa idosa.
Ajudamos a adaptar as rotinas às condições meteorológicas, mantendo horários, hábitos e atividades mais adequados ao bem-estar da pessoa.
Prestamos apoio no controlo da ventilação e da temperatura da habitação, ajudando a manter um ambiente confortável e seguro.
Acompanhamos deslocações e atividades, evitando períodos de maior exposição ao calor e horários menos adequados.
A presença regular ajuda a reduzir o isolamento e permite uma observação mais próxima do estado geral da pessoa idosa.
Observamos alterações físicas, emocionais ou comportamentais e comunicamos à família situações que mereçam atenção.
Prestamos apoio nas tarefas diárias, especialmente quando a mobilidade ou a autonomia estão reduzidas.
A OMS recomenda que exista contacto regular com pessoas vulneráveis durante os períodos de calor, especialmente quando vivem sozinhas ou apresentam problemas de saúde.
Na All4Senior, o objetivo é proporcionar um acompanhamento ajustado à realidade de cada pessoa, respeitando as suas rotinas, autonomia e necessidades.
O apoio no próprio lar permite que a pessoa idosa continue no ambiente que conhece e onde se sente confortável, enquanto a família conta com uma presença adicional para ajudar a garantir segurança e bem-estar.
Para as famílias que nem sempre conseguem estar presentes, o apoio domiciliário a idosos pode ser uma importante solução de acompanhamento. Na All4Senior, cada pessoa é acompanhada de acordo com as suas necessidades, promovendo mais segurança, conforto e qualidade de vida no seu próprio lar.
Porque, perante as alterações de temperatura, estar atento também é uma forma de cuidar.
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